sexta-feira, julho 03, 2015

O papel de um pai

De posse de uma ampla documentação, vou publicar uma série de matérias que envolvem minha filha, a mentira que houve nos autos, a minha luta pelo restabelecimento da verdade e o exercício do papel de um pai, que não deve ceder nunca, e, se necessário for, dá a própria vida em busca de verdade e em busca de honra de sua própria filha. 

Não me importa, doravante, quem será responsabilizado, não terei piedade de ninguém, que saltem todos os podres, inclusive os meus, mas que a Verdade, ao final, triunfe. 

Se a situação não estivesse insustentável, eu jamais estaria escrevendo essa matéria, 4. 40 da manhã dessa sexta-feira. 

quinta-feira, julho 02, 2015

Exercício solipsista

As leis são temporais e são corruptíveis ante o fluxo perpétuo da história. A rigor, as leis escritas tem por escopo, numa certa temporalidade, a superação das contradições sociais, intendendo a corporificação do Estado.

É desse modo, corporificando-se, que a superestrutura vai engendrar os mecanismos de repressão do instinto, formando um abismo intransponível entre a pessoa e o Estado. Exemplo de lei que veio, ontologicamente, com o propósito e tornou-se um descalabro, é a lei Maria da Penha. 

Inconstitucional, se presta para vinganças e revanches pessoais entre homem e mulher. Se por “A” ou “B”     motivo a mulher decide se vingar do marido, até por ciúmes da professora da filha, vai numa delegacia, registra uma ocorrência, ganha medidas protetivas e o marido sequer tem chances de se defender. Se o propósito, a rigor, era proteger a mulher de violência doméstica, o propósito era absolutamente justo, mas hoje descambou para propósitos escusos, pois na medida em que os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório não são obedecidos, a Constituição rasgada, não mais podemos falar em Estado democrático e de Direito, portanto, anarquia e anomia tomaram conta.

O ser humano, mais precisamente o homem, vai nadificando-se na medida que o complexo da estrutura se constitui na totalidade do Estado. Os conceitos são denominados. Em maior ou menor grau, conforme a influência da ideologia na formação do magistrado.

Nesse complexo estrutural, as entidades esmeram-se para garantir seus direitos civis. Por um lado, a pessoa física tem suas prerrogativas asseguradas ante a mesma lei que, contraditoriamente, a nadifica. 

Assim, a pessoa flutua na condição do nada, anulado, pela coerção estatal.

A categoria de pessoa devia ser juridicamente garantida, afetivando-se a dialética entre o indivíduo e o Estado.

O sociólogo alemão Max Weber, um dos paradigmas da sociologia contemporânea, assegura que participamos da totalidade povoada de pequenas engrenagens e não existe realidade mais assustadora que a anulação da pessoa, no caso do gênero masculino, na sua gênese pelas pequenas engrenagens.

Numa sociedade, de forma concorrencial, como é o nosso caso, a verdadeira lei é aquela emergida de nossas entranhas, que submeta-se aos princípios constitucionais e que trate homens e mulheres de forma igualitária. A lei escrita se torna num instrumento poderoso e eficaz de repressão jurídica, e é um modo da corporidade necessária de uma totalidade coercitiva.

As leis engendram as condições do Estado, suprimindo o conteúdo ideológico de cada  um de nós.  A condição determinante da estabilidade das leis escritas é o grau de alienação do homem, que se acomoda, por temor, na miséria material e moral.

Nesse complexo estrutural  a lei possui o sentido de alienação metafísica à crença impostergável do Estado e a sujeição ao complexo superestrutural jurídico.

Assim, a própria estrutura vai ser a conservadora das leis ao impedir seus questionamentos.

A construção de uma lógica jurídico-discursiva assenta-se, sobretudo, nas premissas lançadas ao debate; dessa forma, a coerência de uma argumentação encontrará, maior ou menor aceitabilidade, se estribada na lógica e na consistência de suas fundamentações. Contrário disso, as construções viram sofismas.

Nicola Abbagnano, em seu clássico Dicionário de Filosofia nos ensina que sofismas são “raciocínios cavilosos ou que levam a conclusões paradoxais ou desagradáveis...nesse sentido até os argumentos duplos podem ser chamados de sofismas”. Aristóteles chamou de sofística a sabedoria aparente, mas não real e esse passou a indicar a habilidade de aduzir argumentos capciosos ou enganosos.

Raciocínio caviloso, sofismas, são leis absurdas, que surgem com um propósito e acabam virando outro, bem diverso de sua concepção jurígena preludiante, é notoriamente o caso da Lei maria da penha. 

quarta-feira, julho 01, 2015

Suseranagem e vassalagem, a triste reprodução de uma concepção discriminatória


Ao produzir sua monumental obra “A Coluna Partida”, Frida Kahlo sintetizou um pouco de sua vida pessoal, dos seus dramas com o acidente que deixou seqüelas para o resto de seus dias, as cirurgias, o colete de aço e as dores. Na tela, Frida retratou um pouco de si mesma conduzida pela coluna grega partida, dos pregos às lágrimas, ela quis sintetizar a extensão dos seus sofrimentos.

Quem não tem um pouco de Frida em sua vida?

Todos nós somos marcados por sabores e dissabores, choros e risos, festas e tristezas. A rigor, não existe uma linha na vida que apenas conduza os fatos para um único lado, seja o lado bom, seja o lado dos acontecimentos que nos entristecem. Mesmo que nos esforcemos para assimilar a desgraça, a dor e as privações como segmento inerente ao cotidiano, às dificuldades de assimilação sempre nos assolam e quando chegam, provocam efeitos devastadores.

A principal válvula de escape institucional para o enfrentamento das desgraças da vida continua sendo a religião. Na religião, encontramos conforto e fuga para o enfrentamento das dores. A ilusão de que um ente querido vai para os céus após a morte é um consolo fantástico. Basta acreditar e a superação está com meio caminho andado. Difícil mesmo é trabalhar a vida e a morte, as dores e as desgraças, como parte inerente da vida, sem consolos, sem fugas, sem abstrações de cunho metafísico. Difícil mesmo é mimetizar as dores e angústias da vida e vivê-las de frente, tais como são, puras, cruas, sem subterfúgios, sem escapes, sem fugas.

As pessoas de um modo em geral tendem a julgar o ateu como desprovido de sentimentos. Nada mais errado. O ateu têm sentimentos como qualquer outra pessoa. Sofre, chora, sorri, lamenta-se.


A vida, para pessoas como eu, é bem mais complicada, é marcada por um sentimento muito profundo de especulação sobre a dor, sobre a desgraça, sobre a morte...quando me defronto com a morte de alguém, caio numa profunda introspecção, penso, penso, analiso, não encontro respostas...já a pessoa que tem uma crença pré-definida, ela acredita na crença e pronto...tudo é mais simples, não tem especulações outras, não tem espaços para dúvidas e questionamentos. Para as pessoas que crêem, tudo é mais fácil, basta acreditar na crença.

Eu desejo profundamente acreditar em algo. Busco.

Mas hoje, particularmente, nessa noite tristonha, de tempo nublado, de céus coberto por nuvens escuras, experimentei uma dessas raras sensações de tristezas.  Ao entrar em casa, sozinho, ao sentir o vazio, fui assaltado por uma estranha onda de incerteza, insegurança, quase um pânico. Não tenho gostado de certas arrogâncias, estão me fazendo mal. O que era já não é mais como era.

E agora, no vazio, na solidão, os reflexos da preocupação afloram em meio aos sintomas depressivos de um dia nublado e tristonho.

Foi, então, que lembrei-me de Frida Kahlo que externou seus sentimentos na arte, na confecção de um quadro, e na tela, traduziu jogos de sentimentos e mesclou dissabores com os sabores da arte.

Um dos melhores livro que li em minha vida foi “A NECESSIDADE DA ARTE”, de Ernest Fischer, e foi justamente, a partir dessa concepção estética, que tentei dar forma a uma outra manifestação de expressão: a escrita. 


Ao invés da pintura de Frida, sem ser poeta, expresso também minhas angústias, dores, sentimentos e incertezas na tela virtual, numa socialização interativa, mas não menos expressiva.

Os ritos protocolares, onde uns são tratados de forma diferente dos outros, são abomináveis...por mais que eu escreva, jamais vão entender onde eu quero chegar quando proclamo por igualdade entre as pessoas. Não entendo porque distinguirem-se as pessoas pelos cargos, pelo dinheiro que uns têm mais que os outros. As diferenças, aqui, ao contrário, se mostram num princípio de superioridade artificial, onde cargos e matéria determinam a anfitrialidade piegas e a concepção de dominação é realçada. Por minha profunda divergência com essa visão é que me bloqueia. É o descompasso que tanto falo.

Eu queria tanto transcender o feudalismo.

Mas – enfim – descubro-me como Frida, que era tão socialista quanto eu tento ser. Menos mal que Dilma ultrapassou os serraneios. Poderia ser cálido?

Dia da Neve em Santiago, em 1965, arte inédita do cartunista "Santiago", clique em cima da imagem para ampliá-la

Era o dia 1º de julho de 1965. 

Beijos, afetos, carinho, gentilezas e coisas boas


terça-feira, junho 30, 2015

O patriarca de uma família brava, decente e honrada

Achei lindíssima essa foto da Doutora Karine com o avó dela, o Patriarca Odilon Peixoto, que há relativamente pouco tempo deixou-nos. Homem profundamente honrado, ético, teve três filhos homens, cada qual mais ilustre que o outro. O Dr. Paulo Peixoto, um dos cirurgiões mais respeitados do nosso Estado, homem de uma alma bondosa, dedicado à medicina e a nobre arte de cuidar de nossas vidas. O outro filho do Senhor Odilon é o nosso ex-prefeito Cássio Peixoto, um engenheiro civil notável, homem também servidor, boa índole, pessoa decentíssima e honrada. O terceiro filho desse bravo patriarca é o Conselheiro Marcos Peixoto, digno deputado, homem de um coração incomensurável, servidor, prestativo, amável, figura humana altamente carismática e que ainda deverá ser nosso Prefeito, após exercer a presidência do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul.

A Karine doou-me essa foto com muito amor, revelando toda a extensão do seu afeto pela família, pelos ancestrais, juízos que noto nela, na mesma proporção pelo seu pai e por sua mãe,  de quem ela sempre me fala com muito orgulho.  

Foi a última foto dela com o avô.

Sei que seu Odilon teve uma filha mulher, mas realmente eu não a conheço e nada sei sobre ela. 

Frase marcante

O tempo mostra tudo, as máscaras sempre caem.e a verdade sempre aparece


 
Lindomar Guareski,
Jovem Historiador



segunda-feira, junho 29, 2015

SELFIE

Selfie da própria Nina, sábado a noite. 

Sobre a subjetividade

A subjetividade é portadora dos males mais terríveis e permanentes da humanidade. A despeito disso, ela tem sido exaltada, vista como salvadora da humanidade. Sua importância é central no contexto do pensamento ocidental.Ela está no cerne da perspectiva transcendente, assim se confunde com categoria de substância.

A história do ocidente é a história  da subjetividade. Fez o homem fechar-se em si mesmo, acarretando o esquecimento do ser. O indivíduo tornou-se categoria fundamental do ocidente.

Shakepeare foi o primeiro a denunciar, em nível de literatura, os males da subjetividade no mundo moderno. Hegel, foi o primeiro filósofo a transcrever a sua gênese, embora sem categorizá-la de forma adequada. Hegel colocou a subjetividade como um estágio do desenvolvimento do espírito/razão – e não como o centro desse desenvolvimento.

Aqui, ao meu ver, reside o erro da categoria de Hegel que deu origem a deformações ulteriores. De qualquer forma, sua reflexão profunda conduziu as origens diacrônicas do problema da subjetividade.

Kant colocou a subjetividade no centro de sua meditação transcendental, no sentido de todo o conhecimento estar  bitolado por sua atividade intelectiva. 

Para Kant, as formas de subjetividade, sensibilidade, entendimento e razão, são estruturas ativas e condicionantes da apreensão sensível ainda que ao nível do fenômeno sem nunca atingir a coisa em si. A filosofia dos valores normativos colocou a subjetividade no âmbito do dever-ser.

Embora a subjetividade tenha incidido em todas as formas de conduta no mundo ocidental, foi o apoliticismo o primeiro efeito desastroso dessa suscitação. Esse apoliticismo nasceu com o arrefescimento do Espaço público na cidade antiga e mais precisamente com o colapso da polis.

Simetricamente a decadência da política, o individualismo ganhava apreço desmedido. Esse fenômeno provocou o esfalecimento do Espaço Público. Hegel reporta as causas desse colapso colocando que em “Atenas e Roma certas condições objetivas como guerras vitoriosas, criaram uma aristocracia alienada que destruiu a res-pública, ocasionando a perda completa da liberdade política . O Estado foi empossado por indivíduos e o bem comum foi subtraído pelos interesses privados. A propriedade privada tornou-se o centro desse mundo  e sua segurança era a única coisa que realmente importava”.

Esses acontecimentos engendraram, num primeiro momento, o Direito Privado, que o obrigava à tutela de prerrogativas individuais, principalmente a propriedade e o contrato. Num segundo momento, o Cristianismo que fez da transcendência o único mundo real do indivíduo, tornado o apoliticismo uma das condições necessárias da “salvação”!

Essas duas instituições, nascidas no interior do império romano, proporcionaram a afirmação da subjetividade no mundo ocidental. O episódio fundamental foi à derrota de Marco Bruto na batalha de Felipos. Nessa batalha, as tropas cesarianas, portando os lábaros de César, ainda que morto, foi vitorioso; ele é, na política, o pai da subjetividade.

Enfim, percebemos que a subjetividade se reestruturou no ocidente  através do cristianismo, possibilitando o individualismo na modernidade. A afirmação da subjetividade teve duas conseqüências perniciosas: 1 – o enfraquecimento da singularidade com a subtração do espaço público e 2 – a alienação do mundo, com o esquecimento do ser.



NA LENDA DE PRÓCRIS,A ORIGEM DO CIÚMES E O PODER DO BOATO



De repente, um dia, Aurora, que era amiga de Prócris, começa a ver as belezas de Céfalo, seu corpo, seu modo de falar, o amor dele com a filhinha e descobre-se apaixonada por ele; sem nunca revelar nada, começou a assediar o deus, que nunca correspondeu aos assédios de Aurora.

Inconformada de ver aquele casal lindo e sua filhinha, Aurora decide amaldiçoar o destino da família. Elaborou um plano.

Passou a seguir Céfalo em suas andanças pela floresta.   Certo dia, ouviu ele pronunciar “VENHA BRISA SUAVE, LEVE O CALOR QUE ME QUEIMA”.

Aurora ouviu tudo e levou a história para Prócris. Contou que Céfalo tinha uma amante, jovem e linda, tinha os olhos verdes e chamava-se Brisa. Ademais, deu detalhes de como eles se encontravam nas florestas.

O relato teve um efeito devastador na vida da Prócris, que passou seriamente a desconfiar do marido. A desconfiança tornou-se obsessiva e passou a seguir os passos do marido pela floresta.

Dias e dias sucedem-se.

Sem nada desconfiar, o deus Céfalo seguia suas caçadas. Até que numa tarde ensolarada, cansado, abriu os braços, fitou os céus, fechou os olhos pruridos e exclamou “ venha minha BRISA”.

Entre os arbustos e sem ver o marido, Prócris, possuída de ciúmes, ensaia uma corrida em direção ao marido e sua suposta amante.

O deus caçador, ouvindo os ruídos de galhos quebrando-se, reage, pensando ser um animal da floresta que vinha em sua direção.

A reação virulenta do deus é o arremesso de sua lança contra quem ele imaginou ser um animal. E o que acontece? Acaba acertando sua própria amada esposa, que morre por suas mãos. 

A lenda enseja uma reflexão, especialmente sobre as Auroras, “amigas” das famílias, que freqüentam nossas casas. O boato e as mentiras, movidos pelos ciúmes, têm o condão de destruir os lares, reputações, justificam obtusidades e escondem limitações.

A propósito, conclui a lenda, que, em agonia, antes de espirar fatalmente, a deusa Prócris pede ao seu amado esposo Céfalo que não se case e nem leve Brisa morar com a filhinha do casal.

Só aí, então Céfalo entendeu tudo e desesperado exclamou que apenas conversava com o vento e que adorava curtir a brisa da floresta.

Foi a vitória da intriga e do efeito do boato. Aurora, pois, viu sua maldição realizada.

Reflitamos. 

As Auroras estão em todos os lugares, inclusive dentro de nossas casas. 

O primeiro louvor a gente nunca esquece

No culto desse sábado a noite, a Nina cantou seu primeiro hino, sendo assistida por sua amiguinha Arquiteta Bruna Witschoreck. O Marquinhos pegou o microfone, e também se encorajou. Bruna fez as honras da Casa, dando força aos pequeninos. 

Aldo Antônio Dornelles

Na tarde de ontem, eu e a Dra. Karine fomos fazer uma visita de cortesia ao Reverendo Aldo Antônio Dornelles, um dos maiores líderes religiosos de nossa região e que ontem completava 56 anos de casado com a mesma esposa, Irmã Ninei, e sem nunca traí-la. 

Patriarca de uma numerosa família, líder maior da Igreja o Brasil para Cristo, formador histórico de amplas gerações de Pastores, dentre os quais o mega-pastor João Manoel Machado, Aldo Dornelles encantou a Dra. Karine contando aspectos da obra que desenvolveu em Santiago, como criou sua família toda na admoestação do Senhor e cultivando valores da civilização judaico-cristã. 

Também narrou-a aspectos de minha criação, pois ele conheceu-me aos 8 anos de idade, sempre dentro da Igreja,  aos 12 anos, batizei-me nas águas e aos 15 com o Espírito Santo. Certamente, é a pessoa que melhor me conhece em Santiago, até porque afora ser meu pai na fé, Aldo Antônio Dornelles sempre foi meu orientador e confidente. Não faço nada sem antes consultá-lo, sem antes ouvir sua palavra abalizada e dirigida pelo Espírito Santo. Foi também ele quem me ungiu com óleo sagrado, tradição que eu passei para minha filhinha. 

Talmud vira best seller na Coreia do Sul

Alunos não judeus de uma escola coreana em Gwangju, ao norte de Seul, recebem “educação judaica”, além da coreana. O professor Park Hyunjun, fundador da instituição, entende que os judeus têm prosperado durante tantos anos por causa de suas práticas educativas e culturais que tais “segredos” devem ser transmitidos aos cristãos. A maior livraria da Coreia do Sul mantém uma lista das 2.000 obras mais vendidas por vários anos. Seis diferentes edições do Talmud estão nela. Uma professora de educação na Universidade de Bucheon afirma que o livro é o segundo mais vendido, atrás apenas da Bíblia. Mais detalhes: acesse.

Fonte - ALEF NEWS

O poder da escrita num reino encantado de publicidade

Essa é uma dessas histórias que envolvem a imprensa, a fantasia e o poder. Tudo aconteceu no reino encantado daquela mágica cidadela onde todos viviam entorpecidos pela publicidade dos grandes. Quando os poderosos do balão voador chegaram, logo procuraram os que eles imaginaram grandes, passaram a investir nesses e nunca ligaram para os pequenos escribas marginais, que - sozinhos - produziam suas reflexões. 

Por alguma razão, as pessoas sensatas do reino, liam o que o escriba produzia e ele produzia, produzia, produzia.

Um dia, para seguir escrevendo, buscou patrocínio com o pessoal do balão voador, afinal eles patrocinavam as atividades da escrita e outros festejos pelo reino. 

O pessoal do balão voador, com desprezo, achou que não valia a pena dar atenção ao pobre fariseu. 

E o tempo passou.

Numa noite, o fariseu escriba, sempre vigilante, lendo notícias internacionais, soube que o pessoal do balão voador estava por sofrer um grande revés na economia internacional.

E publicou tudo em seus desprezados textos de cordeis digitais, a única trincheira que lhe restou.

Os correntistas do balão voador sentiram-se ameçados e correram resgatar seus ouros depositados na parte baixa do balão. Foi um, foi dois, foi um terceiro e o preposto do patrão quis saber o que - afinal - estava acontecendo. O pavor tinha batido no reino do balão voador. 

Um deles explicou-lhe - então - que o escriba fariseu tinha publicado uma noticia de muito longe e que eles foram conferir e era tudo verdade. 


Só aí, então, o grande preposto percebeu a extensão do erro que tinha sido subestimar o pobre do escriba fariseu e suas linhas. Mal conseguiu entender as razões do escriba e da sociedade que o lia, quando um comunicado pedia para procuraram pelo fariseu e convencerem-no de tirar a notícia que estava deixando correntistas do ouro incertos. 

Tarde demais. O fariseu não quis dialogar e os poderosos do balão voador perceberam o tamanho do estrago e o erro que foi subestimar um pequeno escritor sozinho. 

Tudo passou, perdas, estragos e lições. 

Moral da história: nunca subestime o poder da escrita e nem os escritores que pensam.