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quarta-feira, outubro 18, 2017

Geni e o Zepelim

De Chico Buarque
  


De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada

Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato

E também vai amiúde
Com os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir

Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim

A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geleia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de ideia!"

Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniquidade
Resolvi tudo explodir
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir

Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!

Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro

Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela)
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos

Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão

Vai com ele, vai, Geni!
Vai com ele, vai, Geni!
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni!

Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco

Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado

Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir

Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!

Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!



Eu sou um andarilho na face da Terra. Tenho mil mutações para conhecer as pessoas. Sou negro de olho torto, sou o loiro de olhos azuis, sou o tolo que Saulo de Tarso proclamava e também sou sábio para ganhar os sábios. Conheço o mal como ninguém. Também sei buscar o bem. 

Sou uma metamorfose, tenho mil tentáculos. Posso ser o poder e a miséria. 

Chico Buarque é um gênio ao narrar os caprichos de Geni. Ela dá para qualquer um, mas um dia, pôs a cidade de joelhos pois negou-se a deitar com o poderoso do zepelim prateado. Afinal, era só um gozo e todos estavam salvos. 

Chico Buarque também produziu Atrás da Porta, aquela que ama pelo avesso: Dei pra maldizer o nosso lar, Pra sujar teu nome, te humilhar, E me vingar a qualquer preço,Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua,Só pra provar que inda sou tua.

Por conhecer o mal, também sei conhecer o bem. Conheço as sínteses e as antíteses. Conheço as Genis, as malandrinhas, as pistoleiras, as miseráveis usadas, as oprimidas, as açoitadas e até aquelas que amam pelo avesso. Há mil anos na face da terra, só Renata ainda não decifrei. Sei que ela é uma hidra tentacular. 

Aterro num local e sei captar o que não e dito e o que é tudo. 

Basta um dia num local e eu descubro tudo o que me interessa e não me interessa. 

Um dia, no meio de um vendaval gigante, chuva torrencial, granizos de todos os lados, eu olhei para um pessoa que cruzou a minha frente e logo vi tratar-se de uma homônima do personagem.

Olhei seu olhos, seu corpo frágil e logo descobri a desordem nos aporemas. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, novo...parei. Havia um consenso, pobre Geni.

Não tenho Zepelim e nem pus uma cidade de joelho. 

Pensei que eu poderia dar-lhe a dignidade que lhe foi ultrajada pela crise de valores. Nunca imaginei que Geni fosse feliz. Assisto - diariamente - a rotina das pessoas que fazem o comércio do corpo.

Amei-a, amei-a de forma linda, límpida e piedosa...Nunca encostei de um dedo nela. Dei-lhe e essência da dignidade humana. 

Hoje estou aqui. Escrevendo. 

Ganhei uma resposta devassadora da dignidade, precisei entrar na podridão dos esgotos, transitar entre as charnecas, sentir o asco que brota da podridão humana. Respirei fundo. Orei a Deus. Içei leme e apontei num futuro distante.

Não joguei pedra em Geni. Não fiz como todos fizeram.

Fiz como Deus faria. 

Punhais fictos me cortaram.

Mas tive a segunda maior lição de minha vida. Junto os cacos de fragmentos de minha alma , olho assustado ao breu distante, vejo apenas uma silhueta diabólica e fico a imaginar.

O caos.

Restou uma taça quebrada, a taça quebrada? 

Quebrei tua taça e a mantive congelada. 


A água pura, a fim de manter-se pura é servida em taça vazia. A treva da meia noite é a ocasião em que o tempo dá sinal de partida para novo alvorecer .Por maior que seja a dificuldade, jamais desanime. O nosso pior momento na vida é sempre o momento de melhorar.
Chico Xavier

O meu momento é de dor. Sejamos Chico Xavier, agora, do caos, só espero a estrela cintilante, mas nunca mais cruzar com sagazes criaturas. Foi uma experiência de vida, mas também que foi um pouco de morte. Eu sei, eu morri um pouco ao produzir este breve conto o qual prefiro que seja um tanto de realismo fantástico e menos de surrealismo. 
Vou-me pelos caminhos. A noite é alta. Preciso vagar incerto. As noites são nebulosas. O temporal é iminente, preciso de uma toca, uma caverna ... e eis que ali me defronto com os monstros da noite que assolam nossos sonhos. 
Meu peito está vago. 








terça-feira, outubro 17, 2017

Polícia Federal amanhã em Unistalda



Já tendo requisitado as dependências da Brigada Militar de Unistalda, a Polícia Federal estará amanhã em Unistalda para seguir as oitivas relacionadas com ao pleito passado.

Diversas pessoas serão ouvidas. 

O quadro é imprevisível. 

Ninguém sabe ao certo acerca dos desdobramentos.

Eu sou advogado das partes e estarei presente. 

Oremos.

sábado, outubro 14, 2017

A subjetividade, decantada e mal compreendida



A subjetividade é portadora dos males mais terríveis e permanentes da humanidade. A despeito disso, ela tem sido exaltada, vista como salvadora da humanidade. Sua importância é central no contexto do pensamento ocidental.Ela está no cerne da perspectiva transcendente, assim se confunde com categoria de substância.


A história do ocidente é a história  da subjetividade. Fez o homem fechar-se em si mesmo, acarretando o esquecimento do ser. O indivíduo tornou-se categoria fundamental do ocidente.


Shakepeare foi o primeiro a denunciar, em nível de literatura, os males da subjetividade no mundo moderno. Hegel, foi o primeiro filósofo a transcrever a sua gênese, embora sem categorizá-la de forma adequada. Hegel colocou a subjetividade como um estágio do desenvolvimento do espírito/razão – e não como o centro desse desenvolvimento.


Aqui, ao meu ver, reside o erro da categoria de Hegel que deu origem a deformações ulteriores. De qualquer forma, sua reflexão profunda conduziu as origens diacrônicas do problema da subjetividade.


Kant colocou a subjetividade no centro de sua meditação transcendental, no sentido de todo o conhecimento estar  bitolado por sua atividade intelectiva. Para Kant, as formas de subjetividade, sensibilidade, entendimento e razão, são estruturas ativas e condicionantes da apreensão sensível ainda que ao nível do fenômeno sem nunca atingir a coisa em si. A filosofia dos valores normativos colocou a subjetividade no âmbito do dever-ser.


Embora a subjetividade tenha inicidido em todas as formas de conduta no mundo ocidental, foi o apoliticismo o primeiro efeito desastroso dessa suscitação. Esse apoliticismo nasceu com o errefescimento do Espaço público na cidade antiga e mais precisamente com o colapso da polis.


Simetricamente a decadência da política, o individualismo ganhava apreço desmedido. Esse fenômeno provocou o esfalecimento do Espaço Público. Hegel reporta as causas desse colapso colocando que em “Atenas e Roma certas condições objetivas como guerras vitoriosas, criaram uma aristocracia alienada que destruiu a res-pública, ocasionando a perda completa da liberdade política . O Estado foi empossado por indivíduos e o bem comum foi subtraído pelos interesses privados. A propriedade privada tornou-se o centro desse mundo  e sua segurança era a única coisa que realmente importava”.


Esses acontecimentos engendraram, num primeiro momento, o Direito Privado, que o obrigava à tutela de prerrogativas individuais, principalmente a propriedade e o contrato. Num segundo momento, o Cristianismo que fez da transcendência o único mundo real do indivíduo, tornado o apoliticismo uma das condições necessárias da “salvação”!


Essas duas instituições, nascidas no interior do império romano, proporcionaram a afirmação da subjetividade no mundo ocidental. O episódio fundamental foi à derrota de Marco Bruto na batalha de Felipos. Nessa batalha, as tropas cesarianas, portando os lábaros de César, ainda que morto, foi vitorioso; ele é, na política, o pai da subjetividade.


Enfim, percebemos que a subjetividade se reestruturou no ocidente  através do cristianismo, possibilitando o individualismo na modernidade. A afirmação da subjetividade teve duas conseqüências perniciosas: 1 – o enfraquecimento da singularidade com a subtração do espaço público e 2 – a alienação do mundo, com o esquecimento do ser.




Análgama e a liga de metais repugnantes


Eu sempre esperei de Deus morrer em mim. Abomino a doença. Nunca a demonstro. 

Entretanto, meus últimos momentos  foram pesados demais. Talvez uma combinação de medicamentos, muito deles potentes demais, combinaram com vômitos em excesso, fragilidade no organismo, passei o dia de ontem deitado. Há muito anos não passava o dia inteiro na cama. Apenas sai para ir no hospital, não considero a ideia de ficar internado. O Dr. Paulo, gentil e carinhoso, sugeriu-me que pegasse uma requisição de tomografia em seu consultório. Com enormes dificuldades para dirigir, fui deixando ... espero pelo efeito dos medicamentos ... estou fragilizado em minha saúde, nunca pensei que um simples deslocamento de nervo fizesse um estrago tão grande.

Por outro lado, a vida sozinha, inclusive sem ver a Nina esse final de semana, contribuiu para o isolamento e a ampliação da dor. 

Sei que tudo passa. Meu serviço atrasou tanto, mas sou grato aos amigos que a distância, graças a telemática, ainda mantém contato, isso é lindo. 

Eu não sou místico e não acredito no poder de forças estranhas, mas algo muito estranho se abateu sobre mim, nunca senti tanta náusea, parece que está tudo solto dentro de mim. 

Sei que a vida é assim. Sei que mudei muito, perdi muito de minha vontade de potência, que a perda de minha família, a vergonha, o próprio afastamento de minha filhinha, a sucessão de derrotas que vieram após minha separação, a força da intriga dos adversários que jogam baixo, apenas para destruir, tudo somou e resultou neste novo quadro, um quadro velho, conhecido, onde opero com a capacidade reduzida do que foi na formulação da escrita, nos juízos e nos argumentos. 

Some-me a isso, uma descrença acerca da política, dos evangélicos, do desgosto com a condição da família e do papel da mulher, apenas me machucaram mais e ampliaram meu isolamento. Não caí em desespero, nem na droga e nem na bebida, mas a resistência crua de minha alma, fragilizou-me imensamente. Não sou a mesma pessoa, nem seria pela dialética, nem seria pelo desgaste natural da vida de um ser solitário, nem seria pelo desgaste biológico. 

Graças a Deus meu cérebro continua intacto, ainda estou de posse de minhas reais condições cognitivas e espero que tudo passe. Mas tenho ciência dos reveses, da  ausência de aliados, da tristeza com aliados que se bandearam para os lado dos inimigos, com a sucessão de traições, e até com os vilipêndios a minha condição de advogado, que aqui em SANTIAGO - prerrogativas legais e constitucionais valem tanto quanto titica de galinha. Aqui o pensamento autônomo e livre só vale nos limites porcos do entendimento obtuso das lojas maçônicas, como se não fossem eles mesmos quem reduzem o saber e o conhecimento aos seus próprios limites e entendimentos. 

Na madrugada retrasada disse ao Desembargador Ruy Gessinger de minha vontade de usar mãos dos instrumentais que disponho e dar vazão no sentido de estourar com toda esta farsa, ao que veio um longo e gentil conselho. 

Ser advogado é andar de joelhos, prerrogativas só existem no papel, é a negação da negação do próprio homem e sua essência. 

Na sociedade do conhecimento, o saber é reduzido a um empastelado espetáculo de sinopses grotescas, onde a altivez humana reduz-nos ao pó da decadência e da indecência. É tudo revoltante e repugnante na mesma proporção. 

As perseguições contra mim, tomaram um vulto que ninguém acreditaria. Só eu sei, resisto quieto porque sou forjado na luta e meu aço é boa qualidade, mas se eu fosse contar o que têm feito para me intimidar, para fazer um recuar, duvido que as pessoas normais compreendessem. Eu sou apenas um ser humano, mas sou tratado como um monstro que preciso ser morto e aniquilado. E de preferência que me corpo seja exposto aos abutres.

Vou em frente. Esta escrita corrobora minha não cedência. 

Deus sabe e o diabo sabe. Eu sei e o diabo sabe para quem aparece. 

O jogo continua. Espero rever forças, retomar o controle de minha saúde, afastar os maus espíritos e travar o bom combate, enquanto eu for vivo, ou enquanto as forças vitais habitarem meu corpo.




sexta-feira, outubro 13, 2017

NOTA PÚBLICA, OFICIAL E DEFINITIVA DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL SOBRE O ACIDENTE QUE SOFRI COM MINHA FILHA

"O jornalista e advogado Julio Cesar de Lima Prates sofreu um acidente de trânsito as 13h45min de domingo, 09, no km 447 da BR 287 em Unistalda. O Ford que ele dirigia saiu da pista e capotou em uma das margens da rodovia. Julio viajava com filha de 5 anos de Santiago para Maçambará.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os dois sofreram apenas lesões leves. Após atendimento no Hospital de Caridade de Santiago, pai e filha foram liberados.

Ainda, segundo a PRF, Prates saiu da pista ao desviar bruscamente de outro veículo que vinha no sentido contrário, evitando uma colisão frontal."

POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL

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Agora, pelo menos está claro, que eu desviei de uma escânia que trafegava dentro da minha pista e que - para evitar um colisão frontal - desviei o carro, capotei, mas não fomos esmagados pela escânia, onde certamente seríamos mortos na hora.

E o conselho tutelar de Maçambará, agindo de forma irresponsável, apresentou denúncia contra mim no JIJ - Itaqui, sem esperar a apuração da Verdade e a perícia técnica. Aliás, o Conselho sequer foi no local, pegou as fotos tirados pela genitora e não titubiou em apresentar-me como culpado, antes das próprias decisões da PRF. 

Mesmo tendo salvo a vida de minha filha, ainda assim fui suspenso 120 dias de vê-la, apresentado como um motorista irresponsável.

Um conselho subserviente ao um grupo político, sem compromisso com a Verdade, com a ética e a transparência, não tem compromisso com a Verdade, tem compromisso apenas em bajular os seus currais eleitorais. 

Dias antes deste fatídico acidente, em que salvei a vida minha filha pela imprudência de terceiro, a genitora bateu seu carro, em São Borja, numa Kombi escolar, ao cortar uma transversal, com a Nina dentro.

E o que o Conselho Tutelar de Maçambará fez?

Nada, OMITOU tudo silenciosamente, provando que eles só agiam contra mim, sem compromisso com a Verdade. 

Vou levar o caso ao poder judiciário e responsabilizar quem de direito, pois o abuso, a molecagem e a irresponsabilidade deste conselho ultrapassou as raias do bom senso. 


DOA EM QUEM DOER. 

Reflexões primeiras

No hospital, pela terceira vez
Nem eu pensei que uma simples enfermidade fosse evoluir tanto, seja para o campo da dor, seja na resistência aos medicamentos.

Passei a tarde de ontem deitado, usando alguns intervalos, para - eventualmente - falar com alguns amigos pelo facebook e whattsapp.

Perdi o contato com a Nina e isso me angustia bastante.

Sou muito grato ao carinho do Dr. Paulo Gerson Peixoto, que mais uma vez me atendeu com todo seu talento, dedicação e amabilidade. Marcou uma nova tomografia. O Dr. Paulo é um desses monumentos à bravura, a dignidade e a honradez médica. Um homem sério com uma história de vida dedicada a medicina. É um sábio, um herói.


Ruderson
Um pouco confuso ante o efeito de tantos medicamente, lembro-me que o Amigo Ruderson Mesquista ligou-me com um medicamento de última geração. Tinha chegado de viagem e trouxe o medicamento para mim. Um amigo, que é um irmão legítimo, pessoa fraterna, bondosa, uma alma santa, sempre preocupado com os amigos, um fidalgo cortes, sempre presente na hora de dor, um amigo raro, que eu considero parte de minha família, embora eu seja um homem de uma família só.


Tarso
O ex-governador Tarso Genro falou comigo sobre o artigo, deu-me um panorama do confuso quadro estadual e - ao saber que estava de cama - colocou-se à disposição. É outro amigo raro.


A Dra. Karine Peixoto, em meio a suas limpezas, ligou-me duas vezes, sempre querendo como eu estava, um gesto simples, mas que traduz toda a amabilidade, solidariedade e afeto. O exemplo da Karine me choca, fomos namorados, noivos, mas permaneceu a amizade, o carinho e a bondade entre nós. É própria da civilidade das relações e da cordialidade dentre as pessoas. 


Não foi diferente, meu querido amigo Guilherme Bonotto, também presente na mesma extensão da solidariedade, sempre preocupado, fraterno, um amigo raro, pessoa decente, querendo saber da evolução do quadro, se eu precisava de alguma coisa.
Guilherme
Gente finíssima, um coração e um bom amigo. Quis saber da Nina, se eu precisava de alguém para cuidá-la. Expliquei-lhe que ela estava com a mãe dela, em São Borja, pelo menos no telefone de Maçambará não recebia e nem completava ligação. 



Agradeço ao ao meu colega e amigo Dr. Romeu Karnikowiski, amigo de mais de 30 anos, um dos maiores gênios do Estado, Advogado, Mestre, Doutor e PDH em Sociologia, mas sempre presente e com tempo para se dedicar aos amigos mais próximos. Pessoa ímpar, de bondade imensa, fruto de uma amizade que subsistiu ao tempo.

Espero com tanto remédio, ter uma melhora neste sábado. São quase cinco horas da manhã. Vamos ver como este impasse no nervo ciático resiste e se comporta em face de tantos medicamentos. Em último caso, vou para a cirurgia.


Nego Cabo e Saraiva
Recebi uma visita do Saraiva (presidente do Sindicato dos Municipários de Unistalda).

Espero ficar melhor até a semana que vem, pois a situação exige uma tomada de posição mais dura, também tenho que me preocupar com este governo local de Santiago e  cada vez mais medíocre e cheio de erros.

É claro, amigas e amigos que precisam de mim, quando eu estiver bem, aí se voltam todos. Mas gosto e sou grato aqueles das horas difíceis, estes, mesmo longe, com seu carinho e afeto abrandam a solidão e ajudam a consolar o estado de abatimento.

Embora com telefone para falar ao whastss comigo, minha filha sobre sucessivas crises com a linhas e má-vontade do boicote sistêmico, que só uma atitude mais dura do poder judiciário vai equacionar. Mas sei esperar pelo momento certo e sei como combater a alienação parental explícita. 

Assim como sei os desdobramentos que  darei ao caso de Santiago e do alcaide Tiago Gorski, agora, noutra instância do poder judiciário e sem o chauvinismo tradicional. Aos idiotas que foram as redes sociais comemorar uma vitória de Pirro, não tenham tanta ilusão e certeza, eu vou fundo e vou até o fim. Conheço outros canais e outros meios e já acionei tudo. Comigo a revolução é permanente e medo é uma expressão e um sentimento que não faz parte do meu vocabulário. O lixo deste governo vai seguir sendo desmascarado por mim, doa em quem doer, entrem com quantas ações quiserem.


Ruy
6.54 da manhã, recebo um áudio do amigo Ruy Gessinger, sempre acolhedor, cheio de recomendações e sugestões de prudências. Um amigo impecável, karamada e irmão. 


Agradeço, assim, todos os meus amigos e amigas. Creio que vou dormir um pouco. 

QUE Deus melhore minha saúde e que meus irmãos e irmãs e orem por mim. 

Estou um pouco abatido pela doença, desencantado com algumas pessoas, mas nunca desistente da luta. Para parar, só mesmo quando estiver num caixão. Do contrário, o combate segue e luta não pára. Especialmente de minha parte. OPOSIÇÃO PERMANENTE. 

A marcha dos enganados

TARSO GENRO(01)


Albion Simms, numa das muitas batalhas, com seus olhos arregalados, diz que estão atirando nele, mas não lembra o próprio nome. Nem porque está ali, nem porque esqueceu de ontem, mas simplesmente sabe que a sua “cabeça dói”.  A marcha de Sherman, em gravura de 1865.
Tenho a “A Marcha” de E. L. Doctorow – vencedor do Prêmio PEN-Faulkner de 2006 – como um dos mais poderosos romances americanos de língua inglesa das últimas décadas. O grande autor de “Ragtime” narra a caminhada de guerra do General William Sherman, com seus 60 mil homens, saqueando plantações sulistas, “pondo abaixo cidades e vilarejos”, com negros emancipados e brancos fugitivos do sul, cujo desfecho é a vitória do humanismo portado das tropas da União. Mas também é a saga dos vencedores e derrotados, tanto como espoliados como vencedores – sem rumo e sem destino – naquele futuro americano em direção à derrota do racismo e da opressão do escravismo.
O que Doctorow critica não é a guerra ou a revolução em abstrato, mas a dor concreta dos atingidos pelo que é fatal na História. Para Doctorow, o rumo pessoal dos indivíduos não pertence à escolha deles, mas a milhares de circunstâncias não escolhidas, que se derramam como uma dor infinita, compondo o mundo real. Nele, o presente é o centro de tudo: não a narrativa, não o futuro,  não utopia desejada pela consciência. A dor é o significado presente, tanto dos vencidos sem razão, como dos vencedores inocentes. Ambos são apenas peças do fluxo da história soprado pela ideia.
Albion Simms, numa das muitas batalhas, com seus olhos arregalados, diz que estão atirando nele, mas não lembra o próprio nome. Nem porque está ali, nem porque esqueceu de ontem, mas simplesmente sabe que a sua “cabeça dói”. Ao ser lembrado do seu nome Simms diz “não saber lembrar”, pois tudo o que ocorre “é sempre agora”. É “por isso que está chorando ?”,  pergunta-lhe Albion, seu companheiro de batalha: “Sim. Porque é sempre agora (…) É sempre agora”.
As pessoas não vivem na História, mas no cotidiano, parece dizer Simms, pois seu agora é um presente perpétuo.
Não para o grupo ou para  classe, mas para o indivíduo concreto que embarca numa determinada narrativa e faz dela o seu destino de dor ou de glória efêmera. A narrativa é um  coletivo em guerra, em marcha, com a dor de cada um transformada em dor épica despersonalizada. Sua aparência é de apenas um parêntese sem cor definida, mas a dor do indivíduos soma-se por encanto – em determinados episódios – para se tornar destino de todos.
Para Temer, para os fascistas do MBL, para a Globo e seus partidários, o presente é a própria Historia, que se tornou destino de todos. É preciso reiterar sempre – e eles o fazem – que só existe o “agora”: que a dor de viver esta infinita canalhice do golpismo e da reformas sem povo e sem diálogo, é a História perpétua, que jamais será rompida.
É o “destino final”, o fim da História, o paraíso que fez da violência privada a violência estatal, no universo dos ricos e famosos, cujo Macron é João Dória, cujo Trump é Bolsonaro e cujo Mussolini – sem discurso emocional e sem coragem de fazer uma marcha sobre Roma – é Michel Temer. Até o fascismo eles tornaram caricato.
As mentiras que estão pregando, a miséria que estão semeando e a dor que consolidam – com as suas reformas sem quaisquer sacrifícios dos ricos e com sua lavagem cerebral destinada a colocar os corruptos em posições de mando – como reféns das reformas, não garantem este presente como perpétuo. Garantem apenas o seu bem-estar momentâneo, pois o ódio dos enganados é sempre mais potente e rebelde do que a repulsa dos derrotados. Não é agora que veremos este estouro de inconformidade, mas ele virá. Nesta ou noutra geração. E será muito mais duro, forte e impiedoso, do que “A Marcha” de Doctorow.

***

(01)De família santiagunse, tem 70 anos, Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil. Especial para o Sul 21 e Blog Júlio Prates.

quinta-feira, outubro 12, 2017

“ todos os seres circundam uns aos outros. Tudo é fluxo perpétuo. O que é um ser? A soma de um certo número de tendências. E a vida? A vida é uma sucessão de ações e reações. Nascer e viver e morrer é mudar de forma”.

Maurice Barrés, o ultraconservador do século XX, considerava Diderot e Rousseau “as duas grandes forças da desordem”, segundo ele, “responsáveis por muitos males”.



Denis Diderot logo compreendeu a determinação das estruturas sobre a ação do indivíduo e escreveu: “ sou como sou, porque foi preciso que me tornasse assim. Se mudarem o todo, também serei mudado, o todo está sempre mudando”.


Em sua espetacular obra, “No sonho de D´ALEMBERT, colocava palavras na boca de um amigo que, sonhando pronunciava: “ todos os seres circundam uns aos outros. Tudo é fluxo perpétuo. O que é um ser? A soma de um certo número de tendências. E a vida? A vida é uma sucessão de ações e reações. Nascer e viver e morrer é  mudar de forma”.


Já na obra “NO SUPLEMENTO DE À VIAGEM DE BOUGAINVILLE”, o sábio Diderot aconselhava a desconfiar de todas as instituições, civis, políticas, religiosas e foi mais longe “ ou muito me engano ou o gênero humano será subjugado a cada século por um punhado de enganadores”.



Entretanto, a obra prima de Diderot é mesmo o “O SOBRINHO DE RAMEAU”, sendo que nessa magnífica obra o filósofo relata a conversa com um jovem vigarista; porém, de uma forma genial, coloca na boca do vigarista uma audaz defesa da vigarice, cujo escopo era atingir a moral vigente.


Séculos se passaram e as previsões desses filósofos são tão atuais como a telemática nos dias de hoje.


Rousseau, citado por Barrés, também como força da desordem, também não tinha confiança na razão humana. O problema que Rousseau se defrontava era assegurar as bases de um CONTRATO SOCIAL que permitisse aos homens terem na vida social a liberdade capaz de compensarem o sacrifício da liberdade com que nasceram. Observando a sociedade e suas estruturas e superestruturas, é fácil identificar a ação das estruturas sobre os homens, principalmente a infra-estrutura econômica e a superestrutura jurídica. Rousseau pregou mudanças profundas e  elas deveriam ser feitas por homens organizados e sérios. E mais: previu que elas não seriam pacíficas.


Séculos nos separam de Diderot e Rousseau, mas eles continuam fazendo escola. 

Hoje conversava com uma amiga sobre os as instâncias e juízos morais. Outro dia, almoçando com a amiga Karine, que é médica-psiquiatra e ela me dizia que o homem não foi feito para viver sozinho, alusão a minha condição civil. É claro, a Karine foi minha noiva e sabe bem o que eu penso da condição da mulher. Eu tenho um padrão ético e não posso ferir a mim mesmo. Nunca fui em boates, nunca entrei num bailão. Vivo quieto dentro de minha casa. Nos finais de semana e a noite, só saio para fazer minhas refeições. É óbvio que não vou encontrar um mulher para constituir um lar e ter uma família nestes ambientes. 

Então, procuro administrar a minha solidão. Não sou um desesperado, não entro em qualquer jogada, e estou mais para contrariar a tese da doutora. Vivo sozinho, vivo eu comigo mesmo, às vezes, quando me desespero, choro quieto e silencioso, mas não me permito experiências que eu já sei como começam e como terminam. Se eu não encontrar uma mulher com o mesmo padrão moral meu, é óbvio que vou morrer sozinho. 


É a desgraça da desordem. Vivo quieto. 

Tenho lucidez dos governos porcos, dos espertalhões e sei discernir tudo pelo olhar, pelos gestos e pelas verdades e mentiras, mesmo que seja uma mentira embutida numa verdade. 

Em Eneida, de Vergílio, canto 2, verso 65, aparece a frase: “ab uno disc omnes”, que quer dizer, por uma se conhece todas. Maldição, pior é que é verdade. Por isto, busquemos a exceção. Estou atrás de uma rsrsrsrrsrs.

Eu fiz isto, em 2009, no meu livro A ARTE DE ENGANAR O POVO.






quarta-feira, outubro 11, 2017

Hoje é o Dia Internacional da Menina


Deus privilegiou-me com uma me-nina como filha.

Na data de hoje, dia internacional da menina, rendo minha homenagem a todas as meninas e faça tal referência na pessoa de minha filhinha amada.

Prerrogativas do Advogado

Exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional. ... Ingressar livremente em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição pública ou outro serviço público em que o advogado deva praticar ato, obter prova ou informação de que necessite para o exercício de sua profissão.

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O que são as prerrogativas do advogado
As prerrogativas dos advogados estão previstas pela lei n° 8.906/94 em seus artigos 6º e 7º. A lei garante a esse profissional o direito de exercer a defesa plena de seus clientes, com independência e autonomia, sem temor do magistrado, do representante do Ministério Público ou de qualquer autoridade que possa tentar constrangê-lo ou diminuir o seu papel enquanto defensor das liberdades. Essas regras garantem, por exemplo, que um advogado tenha o direito de consultar um processo até mesmo sem uma procuração, ou nos casos de ações penais e inquéritos protegidos por sigilo judicial. Ou seja, são garantias fundamentais, previstas em lei, criadas para assegurar o amplo direito de defesa. Prerrogativas profissionais não devem ser confundidas com privilégios, pois tratam de estabelecer garantias para o advogado enquanto representante de legítimos interesses de seus clientes.
Por que os advogados têm prerrogativas?
Advogados são a única linha de proteção que separa uma pessoa comum, investigada ou acusada de um delito, do poderoso aparato coercitivo do Estado, representado pelo juiz, promotor público e autoridade policial, por exemplo. Sem direitos e garantias especiais para defender seus clientes, não haveria um mínimo equilíbrio de forças.
O advogado exerce um papel de serviço público e de função social ao atuar na defesa dos direitos do cidadão. As pessoas confiam seus interesses aos advogados, outorgando poderes, fornecendo informações e documentos para que sejam defendidas por esse profissional. A lei garante que essa defesa possa ser feita com autonomia, independência e em situação de igualdade do advogado perante as autoridades.
Vale lembrar que os advogados não são os únicos profissionais que possuem direitos especiais para exercer sua função, médicos e jornalistas, entre outros, também têm.
Quais as principais prerrogativas do advogado?
Um das principais queixas de advogados é o impedimento de acesso aos autos de um processo e da comunicação com seus clientes. A lei n° 8.906/94 garante aos advogados as garantias de acesso aos processos mesmo quando houver sigilo de justiça, e lhe dá direito de falar com seus clientes mesmo que esteja na prisão e incomunicável por decisão judicial. Confira abaixo, uma lista das mais importantes prerrogativas.
o    Receber tratamento à altura da dignidade da advocacia. Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratarem-se com consideração e respeito recíprocos.
o    Exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional.
o    Ter respeitada, em nome da liberdade de defesa e do sigilo profissional, a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, de seus arquivos e dados, de sua correspondência e de suas comunicações, inclusive telefônicas ou afins, salvo caso de busca ou apreensão determinada por magistrado e acompanhada de representante da OAB.
o    Estar frente a frente com o seu cliente, até mesmo quando se tratar de preso incomunicável. A comunicação não se limita ao contato físico, mas abrange também a troca de correspondências, telefonemas ou qualquer outro meio de contato, aos quais deve igualmente resguardado o sigilo profissional.
o    Ter a presença de representante da OAB, sob pena de nulidade do ato praticado, quando preso em flagrante no efetivo exercício profissional.
o    Não ser preso cautelarmente, antes de sentença condenatória transitada em julgado, senão em sala de Estado-Maior, com instalações e comodidades condignas, e, na ausência desta, em prisão domiciliar.
o    Ter acesso livre às salas de sessões dos tribunais, inclusive ao espaço reservado aos magistrados.
o    Ter acesso livre nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares.
o    Ingressar livremente em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição pública ou outro serviço público em que o advogado deva praticar ato, obter prova ou informação de que necessite para o exercício de sua profissão.
o    Ingressar livremente em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou perante a qual este deve comparecer, desde que munido de poderes especiais.
o    Permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados nos 4 itens anteriores, independentemente de licença.
o    Dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada.
o    Sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo, nas sessões de julgamento, após o voto do relator, em instância judicial ou administrativa, pelo prazo de quinze minutos, salvo se prazo maior for concedido.
o    Usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas.
o    Reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento.
o    Permanecer, sentado ou em pé, bem como de se retirar, sem necessidade de pedir autorização a quem quer que seja.
o    Ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais.
o    Retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de dez dias.
Qual a principal ameaça contra as prerrogativas?
Em seu dia a dia, os advogados enfrentam sérias restrições para fazer valer suas prerrogativas, a ponto de não ser difícil encontrar cidadãos mantidos presos, por razões que seus advogados desconhecem. Quem vive da advocacia sabe muito bem que, diariamente, em todo Brasil, no interior e nas capitais, profissionais são constrangidos e maltratados por autoridades. E não são poucos os advogados que já ouviram voz de prisão ao insistir em fazer valer suas prerrogativas profissionais para defender um cliente. A informação e a conscientização são os caminhos propostos por esta iniciativa para se defender as prerrogativas dessas violações.
Fonte: Canal Prerrogativas – Conselho Federal da OAB
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VIOLAR AS PRERROGATIVAS DO 

ADVOGADO É CRIME!!!
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