Páginas

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Um negócio no Capão do Cipó, um negócio da China

Tive conhecimento de um caso jurídico - para mim - inédito. Tudo envolve o Capão do Cipó. Uma senhora, que não sabia o que estava fazendo, não conhece dinheiro, não sabe diferenciar uma nota de 5 reais para uma de cem, vendeu alguns hectares a preço totalmente vil, sem noção do que estava fazendo.

Os vários hectares que foram vendidos nessa estranha situação, formam lotes e muitos estão a venda, outros foram vendidos, enquanto a senhora que não sabia o que fazia, hoje vive de cesta básica, morando de favor numa casa. 

O processo está correndo na comarca de Santiago e existe grande possibilidade de todos os negócios serem anulados, voltando os terrenos a antiga proprietária, com a nomeação de curador e abertura de inventário entre os herdeiros. 

É um processo complexo, mas muito bem feito, bem didático, certamente será alvo de grandes controvérsias, especialmente entre os compradores de boa-fé, essas pessoas que compraram de terceiros. 

O processo é público, não está em sigilo de justiça e ao longo da semana que vem darei mais detalhes.  

Agora tudo é da China. Já tínhamos o agrotóxico vindo do Uruguai, via Rivera, Cacequi, Capão do Cipó. O componente químico desses vem da China. É industrializado e embalado no país vizinho. Bota coisa boa, mata tudo que é inseto e chega até a encher as cabeças de tumores e cânceres.