Páginas

sábado, agosto 19, 2017

O vazio patético de um sábado a noite sem sentido


São 20.30 minutos deste sábado. Deitado, encerrado em meu quarto, assistia a um documentário sobre a Babilônia. A telefone toca. É o amigo Carioca de Unistalda. Desligo o vídeo e falo com ele. 

Quando nos despedimos, sinto o peso da solidão e um início de depressão. Meu peito parece doer. Sei quando me acontece isto. Olho o vazio do quarto, as bonequinhas da Nina ainda estão todas no chão, exatamente como ela deixou domingo passado. 

De repente, sem querer, caio na reflexão existencial e é tudo muito triste. Ouço trovões nos céus. Não sei notícias de minha filhinha. 

Sinto falta da Nina, tudo me dói. As amizades que vem, vão. São tão passageiras quanto o vento. 

Estou perdidamente só. Perplexo. Patético. 

Ouço os primeiros pingos de chuva. 

Uma tristeza imensa e profunda corói meu ser. Corta minha alma. É tudo tão dolorido. Não sei trabalhar com esta tristeza imensa. 

Vou procurar refúgio em mim, dentro de mim mesmo. É um abismo colossal. Sei que é parte do meu destino. Tapar meu corpo. Tapar minha cabeça e fingir que o mundo não existe. Até eu acordar e sonhar com o eterno ou defrontar-me com a realidade.

Poderia ser cálido?